20/12/2018

Você deveria assistir Please Like Me, eu te digo porque


Como alguém cheio de argumentos muito bem elaborados, já começo jogando na sua cara esse protagonista fofíssimo. Prometo tentar fazer os demais pontos positivos se equipararem a esse.

Brincadeiras a parte, começo o post como sempre. Espero que esteja tudo bem contigo.

Há tanta coisa sobre a qual quero escrever, mas como o ato de sentar para, de fato, escrever faz tudo ir por água a baixo, optei por uma abordagem prática: bora falar de recomendação, porque todo mundo adora dar uma lista de quereres um pro outro.

Please Like Me é uma série australiana que estreou em 2013 e terminou em 2016. 

Uma resenha bem corrida é: Joshua é um cara comum. Um jovem australiano fazendo uma faculdade pra qual ele não liga muito, seguindo a vida na medida do possível equilibrando dramas familiares sérios e alguns com lente de aumento (que sempre tem em toda família), amizade, uma vida complexamente (in)dependente e suas próprias crises abafadas, expostas, subliminares e uns momentos legais.

Basicamente: Dramas de jovem saindo da adolescência, umas paradas sérias, fragilidade humana e humor. 

Sério, olha a cara de pateta dele, como resistir?


Parando agora pra pensar, não sei bem o que dizer pra convencer alguém a assistir essa série.

Pra mim foi uma escolha bem superficial a princípio.
Numa busca por LGBT no Netflix me apareceu por acaso, achei o design da imagem de "capa" da série bonitinho e adicionei a minha lista. Entre esse momento e o assistir passaram-se mais ou menos uns dois anos.

No começo me choquei um pouco com o tipo de humor.
Sempre fui meio chata pra piadinhas sexuais, mas no contexto da história elas são até que importantes pra fazer jus ao convívio de jovens na atualidade. Não é algo forçado em que você consegue antecipar os momentos da Risada de Auditório, são parte do diálogo entre amigos, não é relevante, não é nem o que eles realmente estão tratando na conversa, é justamente o modo como muitas pessoas falam do que choca pra abordar um tema sensível sem se abrir aos olhos de quem não a conhece.

Sei que parece um pouco de piração da minha parte, mas é realmente uma série muito, muito sensível.

Os personagens são bem construídos, mas demora um tempo até que você entenda e seja cativado por eles. Conhecer e entender cada um é um processo nada linear, porque a trama assim como a vida é totalmente imprevisível e cheia de acontecimentos que aparentemente não levam a conexão alguma, mas no fim marcam os indivíduos e os tornam quem são.

É engraçadinho, tem uma pegada super leve pra tratar de vulnerabilidade e doenças mentais e também retrata uma série de crises presentes na vida e que muitas vezes não são faladas.

Uma coisa que me fez parar e olhar a série com atenção foi o fato de o protagonista muitas vezes se colocar fora das situações em termos emocionais. Na verdade, ele e muitos dos secundários vivenciam as coisas mas não verbalizam o que foi causado. Eu cheguei a me incomodar em vários momentos porque "ele precisa falar, tem coisa demais guardada lá dentro" e isso é muito relevante.
É relevante porque é assim que vemos todos a nossa volta. A gente enxerga a pessoa passando pela vida, mas não tem a chave de acesso pros seus pensamentos. Tentamos nos colocar no lugar do outro, mas na realidade só conhecemos a nossa própria percepção e jamais teremos 100% da experiência alheia.
E é assim também na série. Você não tem como se colocar nos sapatos dos personagens, porque eles se mostram fechados e tão distantes como as demais pessoas da sua vida. O Outro, literalmente.
Isso te coloca numa posição impotente. Você pode assistir a série, mas não vai saber como eles pensam, porque você é você, tem acesso apenas ao seu repertório. E isso te mantém exercitando empatia.
Você se apega aos fragmentos que te dão, não a um briefing que define todos os porquês e mesmo assim escolhe abraçar aquelas pessoas.

Me parecem pontos altos o bastante pra dar uma chance pra essa série. É curtinha, tem só quatro temporadas e cada uma tem pouco mais de dez episódios. Vale a pena c: .


Espero que tenha dado pra entender, foi um post escrito de forma compulsiva e não sei se o nível de coesão de ideias tá aceitável.

Enfim, assista Please Like Me.

Beijo, abraço.

11/12/2018

Um Milhão de Finais Felizes e a Quarter Life Crisis


Oi gente.

Espero que esteja tudo bem com você, ou que pelo menos fique bem num curtinho espaço de tempo.
De qualquer modo, este post visa te animar e, de quebra, talvez te reconfortar com relação a neuras  sugadoras de energia. Yay.

Certo, por partes: você já ouviu falar de Vitor Martins?

Bem, eu nunca tinha ouvido até comprar dois livros dele e descobrir que fico bem feliz dele existir no mesmo universo que eu.

Pelo pouco que sei, Vitor é um cara jovem (um famoso vinte e tantos) que já trabalhou como ilustrador e conseguiu dar certo como escritor recentemente. Ele é um gay fofíssimo que mora em SP com seu namorado e dois filhos felinos.
Já fui totalmente com a cara dele, claro.

Agora que você já foi apresentado, vamos ao livro que nomeia este post: Um Milhão de Finais Felizes.


Pois bem, começando com um projeto gráfico lindinho e capa e contracapa ilustradas com tipografia de coisa fofa, a gente já sente que o que vem por aí é uma obra claramente Young Adult. E sabe, acho que esse foi o primeiro livro que li e me peguei pensando "Cara, isso é literalmente a minha vida e os meus anseios, num livro sobre pessoas que SÃO MESMO jovens adultos. " parece meio óbvio, mas não é.

Sempre fui muito de ler histórias de gente comum. Sei lá, gosto de YA, da ideia de tramas sobre jovens com problemas não tão dramáticos, retratados de forma fiel, tendo minha própria porção de dramas atendidos nas páginas imaginadas por alguém que já passou por isso, mas que também queria essa versão alternativa e com um final feliz.
Mas depois que você sai do colégio, chega um momento em que ler sobre adolescentes tendo momentos epifanicos sobre como dar seguimento a suas vidas e o "final feliz" como um futuro na faculdade e a vida adulta incrível que espera o protagonista acaba perdendo o encanto. 
A vida adulta já te alcançou e o encerramento bonitinho e esperançoso não transforma a realidade. 

Por isso esse livro é legal. Ele fala de pessoas perdidas. E essas pessoas são genuinamente Jovens Adultos. A fase intermediária em que nada te é imposto e ao mesmo tempo todas as demandas do mundo exigem serem cumpridas subliminarmente.

Não vou entregar mais nada sobre o livro, porque minha ideia era só uma apresentação ao tema mesmo, então fica aí a pulga atrás da tua orelha (acho essa expressão bizarra, mas acabo de usar ainda assim).

Agora vamos a Quarter Life Crisis. 


Nada mais é do que uma extensão ao assunto que abordei ao tratar de YAs. 
A vida de um ser humano é normalmente permeada de crises existenciais, mas algumas delas são tão famosinhas que até recebem nomes e são abordadas constantemente (o que gera uma banalização, mas fazer o que). 
Todo mundo sabe da crise da meia idade, certo? Seguindo essa lógica temos aqui a crise da meia meia-idade: tcharammmm! 
Agora que você constatou como fica horrível escrever isso em português, voltemos a utilizar o inglês, tá. Sei que é chato recorrer o tempo todo a estrangeirismos, mas juro que dessa vez é por uma boa causa.

Pois é, te avisam de muitas coisas conforme você vai crescendo: precisa entender noções de hierarquia, você precisa trabalhar pra ter uma vida decente, trabalho bom vem de estudo etc. 
Mas ninguém te fala que ter todas essas noções vão te perseguir afim de que você seja "Um Adulto". 
Afinal, o que é uma pessoa adulta, além de ter mais anos de vida? 

Na minha lista constam essas respostas: 
  1. Independente
  2. Uma pessoa que tem estabilidade no emprego.
  3.  Alguém que arca com todas as suas contas
  4. Tem seu próprio lugar pra morar (dividido ou não, sem família)
  5. Formado, seja lá como for
  6. Capaz de suprir 100% de suas necessidades (o que pode ser um sinônimo pra independente, né não)
Não parece muito, são só seis itens, mas vê se alguém que você conhece na casa dos vinte anos tem esse checklist completo. Se alguém te veio a cabeça, essa pessoa tá de parabéns. O resto de nós está no foço das lágrimas mesmo.

Brincadeiraaa! (quase) 

Estamos bem, porque essa lista é uma construção falha e ilusória. Ninguém devia sequer ter isso em mente. No entanto, cá estamos. 

Diariamente tenho que me lembrar de que tudo bem eu não ter tudo resolvido. E descobri que isso não é um problema só meu. Meus amigos tão na mesma.
Meus amigos, que até outro dia acreditei estarem no pilar acima, ticando itens da lista. Foi aí que veio a realização de que ninguém vira adulto nunca, você continua perdido, a diferença são algumas mudanças de status ao longo do caminho.

Ok, parece que tudo dito até agora só fez a construção de estabilidade ruir ainda mais, mas acredite, tá tudo bem mesmo.

Porque é isso que é a Quarter Life Crisis. O processo de desrealização e quebra da expectativa gerada ao longo de pelo menos duas décadas.

E depois disso você tira essa mochila cheia de pedras das costas e joga ela fora.
Melhor, você atira ela da janela do oitavo andar, depois tira as pedras e doa a mochila pra quem precisa, cumprindo a metáfora e sendo decente.

Não posso dizer sobre como o mundo fica maravilhoso depois de se livrar das pedras, porque ainda não cheguei lá. 
Por enquanto o que tenho é a experiência de quem tá vivenciando tudo isso e sobrevivendo, mais pra mais do que pra menos. 

Se a experiência vale alguma coisa, que o compartilhamento chegue a alguém que ressoe com ela e se sinta acolhido.
Caminhamos juntos para a desrealização de todas as coisas que pesam.

06/11/2018

Um papo sobre escolhas acadêmicas e pirações



A verdade nua e crua?
Eu tô praticamente a Clarice Falcão no filme Eu Não Faço a Menor Idéia do que Tô Fazendo com a Minha Vida. Sério.
Antes de qualquer coisa, fica uma dica se não assistiram a esse filme ainda. Quando lançou assisti no cinema com a minha mãe, olha que fofinho.

Bem, vamos ao ponto: quem é que sabe o que quer realmente? O ser humano tem sempre tantas inteligências desenvolvidas, algumas pessoas são boas em tanta coisa, ou mesmo que sejam duas coisas distintas, já dá uma dor de cabeça porque né, “escolher faculdade você escolhe uma só, Joãozinho, decide aí a profissão que vai trazer comida pra tua mesa e vê se  decide rápido”.

Nada espera por ninguém, nem a gente. É o que dizem, aliás, é o que nos mentem.

A verdade é que o mundo é grande demais e as idéias que colocam na nossa cabeça sobre ensino superior e carreira profissional são microscópicas. É tudo um plano de caixinhas que ou você tem a sorte de encaixar, ou sucessivamente vai tirando seus pedaços e se diminuindo pra fazer caber. E estou aqui pra tentar quebrar um pouco isso.
Tenho amigos de todo jeito. Uns estão felizes na faculdade que escolheram e seguem firme no sonho do Emprego Ideal e Seguro TM; outros que estão no meio de uma faculdade de afinidade mais ou menos e pensando no que fazer a seguir;  gente que se formou, trabalhou e quebrou a cara com a profissão e agora ta ralando pra se descobrir de novo; outros que nem fecharam nada ainda, tão pulando de área em área a procura do encaixe acadêmico quando tem mil paixões no peito.
Tem de tudo.

Um pouco de mim também ressoa com cada um deles.
De um lado fiz um curso que me fez mergulhar numa área que gosto, do outro tem a dificuldade de achar emprego e aquela vozinha na cabeça que diz que pegar o caminho das profissões básicas vai resolver tudo na minha vida. Por um terceiro e holístico ponto de vista, há em mim a vontade de largar tudo e fazer trabalho voluntário por aí, morar em países diferentes com emprego só pra pagar moradia e viver a juventude antes que acabe.

É um enorme potpourri .
Sabe o que pira mais ainda? Que nenhuma das opções é 100% certa e confiável. Não tem um Emprego Ideal e Seguro TM me esperando em nenhuma das portas que eu acho que devo abrir, só tem umas possibilidades. Nem estas definidas.

A partir desse ponto, que parte de uma ausência de caminho certo, a gente começa a pensar de uma forma diferente.
Não adianta seguir o que a tua família quer, não é sucesso garantido.
Não adianta fazer um curso difícil e que o salário paga bem no futuro, você pode odiar tudo e desistir.
Às vezes nem fazer o que você acredita que quer é a solução da tua angústia. A gente muda, cada novo dia somos um novo ser humano, com novas habilidades, convicções, a gente muda e as aptidões também. Nada é perda de tempo, a chave é se respeitar dentro das fases.

Então se liberte, permita-se escolher as coisas erradas. Ou demorar a escolher. Até mesmo trocar a opção que antes era definitiva. Porque nada é.
Não tem nada de errado com a gente. Pessoas plurais merecem várias opções mesmo e a vida não veio destrinchada pra você, então se permita descobrir vários caminhos.

É isso, só queria te dizer que cê pode fazer tudo e que tá dando certo c: .

20/10/2018

Sobre viver sozinha


Oi!

Depois de um ano cheio de experiências que me fizeram amadurecer muito devido a enorme quantidade de tapas na cara tomados, acho importante fazer uma série de relatos do que vivi e como isso fez diferença não só no meu modo de ver o mundo hoje, mas também na maneira como eu me coloco a frente das coisas com uma postura diferente.

Bem, espero que sirva de alguma coisa. Quem sabe lendo as trapalhadas que dei alguém consegue evitar na sua própria estrada de tijolos amarelos?

Viver sozinha é mais fácil do que parece, já começo por aí.
Assim que cheguei em terras estrangeiras, fiquei num hotel enquanto procurava um apartamento definitivo. Durante esse período até que curtinho e bem antes dele sempre me achei incapaz de levar uma vida completamente independente.
Por anos tive pavor de sair do país, não conseguia me ver sem alguém morando comigo, sem companhia pras horas de ansiedade e medo do futuro, sem ninguém pra me dizer que as coisas ficariam bem não importando qual a crise da vez.
Pois bem, arranjei uma companheira de casa, era como se meu mundo estivesse com os pilares no lugar de novo. O que poderia dar errado? Tudo, basicamente.

Não que eu seja a favor de vidas heremitas e que o contato humano seja algo ruim, longe disso. Mas agora consigo ver que não é a companhia ininterrupta que nos fortalece, e sim a maturidade de conseguir ser autosuficiente e saber se cuidar, tendo noção das nossas próprias necessidades.
Todo mundo merece conseguir morar sozinho. Sério, é algo importante, ter vontade de conquistar algo só seu. Nada eterno, mas o suficiente pra se conhecer e se levar a sério no sentido de que "em caso de emergência, tenho a mim mesmo, e tá ok"

Depois de quatro meses horríveis, consegui me mudar e fui prum mini lugar de 18m². Foi a coisa mais libertadora que já fiz. Comecei a cozinhar pra mim, descobrir minhas medidas de consumo, o que eu realmente gostava de comer, o que me dava aflição e ficava até estragar.
Aprendi o meu método de limpeza, meus horários de pique pra cuidar das tarefas (porque convenhamos, não é com qualquer um que você pode começar a aspirar a casa ás 3 da manhã).
Comecei a aprender coisas novas, me entreter com assuntos que realmente importavam pra mim. Não tinha mais aquela obrigação em ir atrás do que agrada ao coletivo, era eu.

Comecei a me conhecer de verdade. Não era enquanto filho, estudante, jovem não contribuinte, o mais novo, era uma pessoa completa. Alguém 100% relevante.

Descobri que a vida pode ser mais natural, comecei a fazer escolhas de produtos que me agradavam. Passei a ter um estilo de vida mais reduzido, algo que combinasse com os meus ideais, que ressoasse comigo, não o que deixasse as pessoas menos intrigadas com as minhas escolhas "esquisitas". Não tinha a quem agradar, era pra mim.

Parece meio bobo, mas faz toda diferença. Aprender o que te faz bem é um caminho longo, a gente acha que se conhece, mas tenta ficar 6 meses por conta de toda uma casa e sua rotina.

Vai por mim, vale a pena e você merece.

13/10/2018

Cês já assistiram Hilda no Netflix?


Oi, tudo certinho?
Se você, assim como eu há algumas semanas atrás nunca tinha ouvido falar de uma coisa tão gracinha e incrível que é Hilda Folk, pegue seu cházinho e bora conversar porque eu trago boas novas!

O que pode ser melhor do que um mundo de fantasia em que bolas de pelo com olhos enormes chamadas "Woff" voam pelos céus enquanto mini elfos preenchem papelada e uma mãe solteira vive com a filha numa floresta mágica? Exato, uma graphic novel sobre isso!

Eu lhes apresento, Hilda Folk de Luke Pearson.


Ok ok, sei que o título fala de Netflix e tal, mas preciso te apresentar a obra prima que são os quadrinhos primeiro. Contexto, meus caros.

Bem, pelas minhas breves pesquisas Luke foi da equipe de Hora de Aventura, o que indica bastante como ele é fã de surrealismo e realidades mágicas. 
Sua obra autoral além de ter um tema legalzão tem muito mais e eu listo a seguir motivos pelos qual você deve se apaixonar por Hilda:


  • Uma mãe profissional liberal, designer gráfica, fofíssima, e sua filha vivem independe e maravilhosamente numa casinha na floresta. Mulheres fortes e normatização de famílias não estereotipadas yeah!
  • Há representatividade de etnias em todo o canto, a melhor amiga de Hilda é latina, há personagens muçulmanos e de todas as etnias em todo o canto! (Confesso ainda esperar por ver personagens com deficiência física e casais não heteronormativos, mas acredito que isso esteja presente nos quadrinhos, mas não tanto na série animada...ainda)
  • Hilda é uma garota corajosa e inteligente e ainda assim muito doce e que busca sempre o bem e o aprendizado. Ela têm seus conflitos, tem fragilidades de acordo com a idade, as relações são verdadeiras e as personagens são todas muito bem desenvolvidas.
  • O outro melhor amigo tem déficit de atenção e é totalmente incluso e aceito em todos os grupos e situações. O crescimento e amadurecimento dele é gradual e motivador. A presença de personagens com diagnósticos psicológicos e a maneira inclusiva com que se trabalha sutilmente o tema é um enorme ponto positivo!
  • Enredo bem feito! Sim, é ótimo quando tem pautas sociais levadas em consideração em obras artísticas, mas também é igualmente importante ter uma boa história e Hilda não deixa a desejar. Tudo flui de forma envolvente e as histórias são todas muito bem costuradas, além de o ritmo ser legal também. Você não sente que tem fillers empacando a vida.
  • Cenários ~incríveis~. Gente, o que são as cores desse negócio, pelo amor dá vontade de cobrir as paredes da minha casa com prints das paisagens. 
  • A trilha sonora é muito boaaaaa! Eu tenho até a playlist salva no Spotify, é um folk que dá à série uma ambientação perfeita.

Já deu pra ter um gostinho? Deixo aqui finalmente o trailer e fica aí a recomendação dessa série fofíssima e curtinha que super vale a pena.



09/10/2018

Estou de volta, bebê


Olá!

Diretamente do túnel do tempo através de um canal um tanto quanto duvidoso de comunicação cibernética, cá estou de volta a blogosfera!

Me sinto uma múmia, sinceramente. Mas né, vale sempre tentar uma retomada do bem.

Fui pro Canadá, voltei do Canadá (igual a Luisa, cês viram só) e agora tô duríssimo e a procura de emprego. Yay. Melhor maneira de comemorar a volta, tô só a confusão na vida, mas a gente segue em frente né meninxs?

Foram tempos sombrios na terra da folhinha, mas agora meu país também está em chamas, então acho que vou tirar uma folga dessas coisas todas e tentar fazer do blog uma terapia ocupacional.

Sabe, sei que muita gente tem viagens incríveis e voltam realizados e querendo mais quando saem de seus respectivos países etc etc, mas vejam, pra mim foi uma bela merda.

98% de todos que conheci foram pessoas tóxicas e me envolvi em mais relacionamentos abusivos do que meus dedos são capazes de contabilizar.

MÃAAAAS, como nem tudo é tristeza e deprê, também tenho ótimas coisas pra encher o mundo de raios quentinhos de amor e positividade ~~

Agora vai ser minha fase detox, sabe?

Não quero saber das porcarias do passado, o negócio é hoje e agora, amiguinhos.

Enfim, pequenas atualizações.

30/05/2017

Bom dia flor do dia, há quanto tempo eu não te via


Ois e olás, meus caros amiguinhos!

Só hoje reparei que meu último post foi láaa em janeiro, confesso ter ficado chocado.
Estou meio sem tempo nesses últimos meses, comecei a trabalhar, minha viagem ao Canadá se aproxima e mais um montão de coisas aconteceram aqui em casa e reviraram minha vida.

Vamos por partes:

Este é um post meramente informativo sobre minhas razões para o sumiço.

Pois bem, vamos aos meus queridos tópicos ~

Estou trabalhando em eventos, o que significa dizer que não é nada garantido e nunca sei bem o que vou fazer. Cada hora é uma coisa, já fui do cadastramento, atendimento ao expositor, ao visitante, balcão de ajuda (que nada mais era do que um atendimento ao visitante meio camuflado) e mais umas tantas outras coisas.
É bem divertido quando estou com gente legal na equipe, ou quando vão muitos estrangeiros e consigo gastar meu english e treinar meu castellano, mas também tem horas de tédio sem fim.
Bem aquela coisa: paga as contas e tem momentos legais então tá valendo.

Com meu querido trabalho já fiquei sem umas horas de vida, soma-se a isso meus cursos que hoje em dia são três. Teoricamente meu senso de responsabilidade super exemplar me faria ter menos tempo ainda pela necessidade de treino que implica estudar desenho, mãs é claro que a pessoa aqui é uma porcaria em ter auto-motivação então... É.
Amo de paixão o que estudo e adoro minhas aulas, mas não consigo me forçar a estudar muito, ao invés disso perco o pouco tempo que tenho muitas vezes sofrendo e me torturando por não estudar. É cíclico, paradoxal e idiota, eu sei.

Além dessas paradas todas tem o fato de 95% dos meus amigos não serem de um grupo em comum e minhas saídas com eles me tomarem muito tempo, seja pra organizar minha agenda social ou simplesmente sair mesmo. São (ainda bem) muitas pessoas pra encaixar e isso me estressa um pouco. Preciso de mais dias e horas na semana.

Aí tem as tarefinhas de casa, meu filho felino, a reforma maravilinda que fizemos em casa também e bagunçou tudo e logo em seguida a arrumação que segue sento feita.

Por fim tem todas as etapas de preparação pra minha viagem, que são coisas extremamente desgastantes de serem feitas pra mim, por mais que envolvam muitas vezes uma """""simples""""" troca de emails. Não tenho cabeça pra isso gente, acho que meu estilo é mais "se jogue e seja feliz", não é o mais adequado, admito, mas é bem prático e desejável.
Estou com um monte de providências pra tomar e documentos pra pegar, um verdadeiro caos como podem imaginar. Não vejo a hora de chegar naquele bendito país e só usar meu cérebro pra ralar no curso. Sério.

Estas são as atualizações gerais da minha vida e os porquês de eu andar tão ausente. Sequer consigo ler os posts dos blogs que gosto, cara! Mas vai melhorar. Um dia. Quem sabe depois do curso.

Até breve, chuchus!

26/01/2017

5 a Seco - Bora falar de música brasileira, chuchu

(Fotinho do site Música Pavê, vale a visita pra quem não conhece)

Ai, que belezinha esse post, gente. Amo de paixão esses meninos, com todo meu serzinho, juro. Eles tem tanto a dizer em apenas dois álbuns, então pega um suquinho que o post vai ser rápido, mas recheado!
Pra adoçar ainda mais meu humor já começo dizendo que são da minha terrinha, São Paulo, esses lindos! Não é favoritismo, mas sinto um pouco de falta de artistas paulistas, porque quase sempre são de outros estados e isso é ótimo, só que me deixa com invejinha hahah.

03/01/2017

TAG - 7 Coisas (Polêmicas) que eu odeio


Olás bonitinhos, como estão?
Bem, espero que esteja tudo lindo com vocês, e também espero que não me julguem muito porque hoje meu assunto é um que me agrada muito, como uma boa pessoa de idade rabugenta reclamar das coisas já é legal, agora falar de coisas que todo mundo ama e não entram na minha cabeça é ainda mais divertido haha.
Não tem nada de absurdo no que vou citar, mas normalmente quando falo de algum desses tópicos em roda de amigos chega a ter um certo alarde e fica todo mundo contra mim, mas faz parte né? Ser do contra as vezes não é lá essas coisas.
Ah, sim peguei essa tag (meme pra representar direitinho a Helo <3) lá do L'Enigmatique que é lindo divoso e se você não conhece tá até demorando porque já deveria ter clicado no link, chuchu.
Semm mais enrolação, aí vai ˜

22/12/2016

Sobre perfeição e colocar pessoas em pedestais


Oeeees, como vocês estão, queridíssimos
Finalmente o natal tá chegando, o que significa que tudo tende a melhorar, então pensamento positivo que já já estaremos num lindo, brilhante e purpurinado 2017 ~! Hoje vou falar de uma coisa que vira e mexe é motivo pra vida dar uns tapas na minha carinha. Colocar pessoas em pedestais é uma das minhas especialidades, sério. 
O problema na verdade é idealizar as coisas.
Sempre que eu descubro algum artista (só um exemplo) minha tendência é enxergar a pessoa como a  mais perfeita e maravilhosa do universo, sendo que pode ser simplesmente alguém okzinho, mas que vende muito bem a ideia de que seu trabalho é, de fato, incrível. Quando se têm uma ideia muito enfeitada de algo ou alguém a tendência é achar que a sua mera existência nunca chegará aos pés da perfeição lá e, bem... Isso acaba com você por dentro. 
Por ser algo que por anos e anos tem me colocado em várias crises, acho interessante abordar aqui, afinal, quanto mais pessoas se conscientizarem de que colocar gente em pedestal é um erro e uma perda de energia enorme, melhor <3.

14/12/2016

Filme Foxfire - Confissões de Uma Gangue de Garotas

Genteee, ai tô muito animada presse post! Vocês não tem ideia de como eu a-m-o esse filme, ai cara. 
Pensa nisso: Gangue de garotas + Produção Franco-canadense + Empoderamento + Diversidade só tem como morrer de amores, né não?
Assisti logo que estreou aqui em São Paulo láaaa em 2013 e até hoje é um dos preferidos da minha vida. Por essas e por outras é com muito orgulhinho que falo dessa coisa linda pra vocês, chuchus. Até hoje toda vez que alguém fala de filmes inspiradores esse vem direto na minha cabeça e ele nem mesmo tem um final feliz! 
Considerem que sou a pessoa mais a favor de finais água com açúcar do mundo e pra que eu me apaixone por algo com final mega imprevisível e trágico tem que ser O FILME. Então preparem-se para maravilharem-se, queridões, que aí vem Foxfire ♥.

30/11/2016

Ulrik Munther, o Peter Pan sueco com a voz mais linda do mundo

Ois e olás! Tudo bom, tudo alegre, tudo sumpimposo? Como de costume espero que sim.
Ah, minha gente este é um post que eu tava louca pra soltar, é sobre um artista que adoro e tenho vontade de sair colando cartazes mundo a fora pra que mais e mais pessoas conheçam. Talvez você o confunda por aí achando que ele é algum tipo de cosplay de Link ou Legolas (uma vez procurei por elf no weheartit e veio uma foto dele, sério...) , mas nãaao, Ulrik é um sueco multi-talentos que canta, atua, compõe e é musicista.
Deu pra entender que o assunto aqui vai longe né?

16/11/2016

James e o Pêssego Gigante - A sutileza de filmes infantis carregados de lições


Oi oi oi, chuchus!
Ah, esse é um post intrigante. Me pergunto quantos de vocês já assistiram a James e o Pêssego Gigante. Antes eu achava que era senso comum ter visto, considerando que foi um dos filmes mais exibidos no Disney Channel durante a minha infância (além de High School Musica, claro) só que agora tem gente que teve a infância um tempão depois de mim e talvez não conheçam essa preciosidade.
Por isso cá estou, porque é meu dever como amante da animação levá-los pelo caminho ensolarado e encantador das produções antigas  ~
Minha nossa, é muito bizarro pensar que tem gente que nasceu em 2004 e essas pessoas provavelmente já tem seus blogs (criei o AEG com doze, êee nostalgia)!! Nada contra gente que nasceu nos anos 2000, acho vocês demais, mas me dão uma certa confusão mental, coisa de velhinho vocês não vão entender hahah.
Ok, focando outra vez, já adianto que é  uma obra cheia de sensibilidade, sutileza e uma beleza fora dos moldes. Agora, vamos ao que interessa <3.

04/11/2016

CASA 1 -Projeto de Acolhimento LGBT+ e Cultura


Ois, tudo certinho, meu caro?
Bem, cá estou com mais um post sobre uma iniciativa linda!
Gente, pensem num lugar que envolve abrigar e proporcionar e condições de aprendizado e profissionalização para integrantes da comunidade LGBT+ que foram expulsos de casa e ainda por cima promover workshops, palestras e eventos culturais livres para o público da cidade interessado?
É muita belezureza! Tenho obrigação como ser pensante de compartilhar uma coisa dessas, então lhes apresento a Casa 1  ♥.

21/10/2016

Quadrinistas maravilindas - Bianca Pinheiro [Mulheres Pt. 2]


Façam soar os tambores, porque este post fala de muita coisa incrível, senhoras e senhores ~! Tem, mulher incrível, arte incrível, história incrível, olha dá pra encher uma mão só de pontos positivos .
Como sou fissurada em ilustração e sempre a favor do feminismo nosso de cada dia, hoje apresento mais uma artista talentosíssima e com muito a ser visto e lido c: .

06/10/2016

Tag - Eu Amo K-pop (porque ninguém resiste aos bias)

Ois e olás, queridões! 
Pois é, depois de um hiatus gigantesco eu venho com uma tag pra preencher espaço descontrair enquanto os posts cultzinhos não saem do forno ~.
Essa tag tava guardadinha há meses então, assim, A VONTADE era muita de falar sobre k-pop. 
Pra começar já aviso que sou a pessoa mais tonta do universo pra conversar sobre o assunto, basicamente só entendo das músicas, mal lembro o nome dos artistas, nunca sei dos MVs, enfim é só alegria e falta de conhecimento por aqui.
Mãaaas o ponto é que voltei a ouvir recentemente depois de ter dado uma pausa, então além do fator "conhecer coisas novas" o kpop é muito nostálgico pra mim. Imaginem algo que você conhece por seis anos voltar a tona? Bom demais ♥.

17/09/2016

BEE AJUDA - Um projeto humanitário [ URGENTE ]


E aí gente, belezinha? É bom né, tá feliz consigo mesmo, pena que tem muita gente que não tem a mesma sorte. Vamos ajudar essas pessoas?

Sim, este é um post cheio de comentários emotivos e talvez até um pouco desesperados. É um post sobre gente que precisa de nós, então por favor tenham empatia o suficiente pra compreender e absorver tudo que é dito nele.

16/09/2016

Síndrome de blog pessoal


Mais desabafos, YAY. É por uma boa causa, juro. Este é mais um nem tão pequeno post com minhas reflexões acerca da vida, dos blogs, da internet e umas coisinhas mais que considero úteis. Se não fosse nada relevante não me daria o trabalho de escrever, não é mesmo? Então, encarecidamente espero que leiam e se atualizem (isto é, se alguém quiser fazê-lo) da minha e da situação de um pedaço do universo.

Então, me choquei bastante quando percebi que já faz dois meses desde meu último post com conteúdo e, poxa vida que triste. Sem brincadeira, perdi a conta de quantas vezes nesse meio tempo abri os rascunhos de posts e fui fazendo partes deles, mas não cheguei a finalizar. E assim foi ficando, lerdando, demorando e agora cá estamos em pleno mês de Setembro, o ano acabando e o AEG com teia de aranha tudo de novo.
MAS NÃO VOU ME DEIXAR ABATER por algo que eu mesma provoquei, mas enfim.
Estou com mais gás agora depois de todo esse tempo e tem assuntos latentes que preciso urgentemente comentar publicamente.

Um ponto novo que talvez eu comece a abordar aqui no blog é, outra vez, algumas coisinhas pessoais, mas sem essa cara de post de choramingação. Só uns trequinhos descontraídos, acho que temperar pautas culturais com toques de possíveis babaquices é uma boa pedida. Veremos.

Eu tinha mais um montão de coisas pra dizer, mas acabou que tudo me fugiu e tem um assunto martelando minha cabeça e que precisa urgentemente de um post específico pra tratar dele.

Então vou indo, mas já aviso  que volto mega em breve.
Tomara que seja algo bom. Tô bem feliz, gente. Coisa rara, digna de se aplaudir de pé.

Ai que saudades dos meus chuchus ♥.

26/07/2016

Sobre fangirls e o hating incessante aos nossos gostos


É então, vamos falar de comportamento desnecessário e idiota? Sempre bom lembrar dessas coisas pra não repetir e repreender quem faz, não acham?
Um post um pouco diferente, um tiquinho agressivo, mas com o intuito de atingir com tapa na cara só quem estiver errado e, nesse caso, não tem justificativa nem debate se é justo ou não. É errado mesmo.

O que é, afinal, ser fangirl? 

12/07/2016

We Bare Bears - Melhor desenho de 2016. Sérião


Hellon! Tudo certinho? 
Bem, cá estou eu com um dos meus assuntos preferidos do ano. Se tem uma coisa que eu amo é animação. Isso somado a animais fofinhos, reflexões e uma estética linda com toque de aquarela, não tem quem aguente!
Ursos Sem Curso ou We Bare Bears é um desenho "novo" do Cartoon Network aqui no Brasil e quero contar um pouquinho sobre essa fofura toda. Como não adianta falar e falar sobre um desenho animado sem mostrar o conteúdo, dêem uma olhadinha na abertura da série e aí a gente começa a conversar sobre a história, os personagens e de onde surgiu tudo isso ~