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11/12/2018

Um Milhão de Finais Felizes e a Quarter Life Crisis


Oi gente.

Espero que esteja tudo bem com você, ou que pelo menos fique bem num curtinho espaço de tempo.
De qualquer modo, este post visa te animar e, de quebra, talvez te reconfortar com relação a neuras  sugadoras de energia. Yay.

Certo, por partes: você já ouviu falar de Vitor Martins?

Bem, eu nunca tinha ouvido até comprar dois livros dele e descobrir que fico bem feliz dele existir no mesmo universo que eu.

Pelo pouco que sei, Vitor é um cara jovem (um famoso vinte e tantos) que já trabalhou como ilustrador e conseguiu dar certo como escritor recentemente. Ele é um gay fofíssimo que mora em SP com seu namorado e dois filhos felinos.
Já fui totalmente com a cara dele, claro.

Agora que você já foi apresentado, vamos ao livro que nomeia este post: Um Milhão de Finais Felizes.


Pois bem, começando com um projeto gráfico lindinho e capa e contracapa ilustradas com tipografia de coisa fofa, a gente já sente que o que vem por aí é uma obra claramente Young Adult. E sabe, acho que esse foi o primeiro livro que li e me peguei pensando "Cara, isso é literalmente a minha vida e os meus anseios, num livro sobre pessoas que SÃO MESMO jovens adultos. " parece meio óbvio, mas não é.

Sempre fui muito de ler histórias de gente comum. Sei lá, gosto de YA, da ideia de tramas sobre jovens com problemas não tão dramáticos, retratados de forma fiel, tendo minha própria porção de dramas atendidos nas páginas imaginadas por alguém que já passou por isso, mas que também queria essa versão alternativa e com um final feliz.
Mas depois que você sai do colégio, chega um momento em que ler sobre adolescentes tendo momentos epifanicos sobre como dar seguimento a suas vidas e o "final feliz" como um futuro na faculdade e a vida adulta incrível que espera o protagonista acaba perdendo o encanto. 
A vida adulta já te alcançou e o encerramento bonitinho e esperançoso não transforma a realidade. 

Por isso esse livro é legal. Ele fala de pessoas perdidas. E essas pessoas são genuinamente Jovens Adultos. A fase intermediária em que nada te é imposto e ao mesmo tempo todas as demandas do mundo exigem serem cumpridas subliminarmente.

Não vou entregar mais nada sobre o livro, porque minha ideia era só uma apresentação ao tema mesmo, então fica aí a pulga atrás da tua orelha (acho essa expressão bizarra, mas acabo de usar ainda assim).

Agora vamos a Quarter Life Crisis. 


Nada mais é do que uma extensão ao assunto que abordei ao tratar de YAs. 
A vida de um ser humano é normalmente permeada de crises existenciais, mas algumas delas são tão famosinhas que até recebem nomes e são abordadas constantemente (o que gera uma banalização, mas fazer o que). 
Todo mundo sabe da crise da meia idade, certo? Seguindo essa lógica temos aqui a crise da meia meia-idade: tcharammmm! 
Agora que você constatou como fica horrível escrever isso em português, voltemos a utilizar o inglês, tá. Sei que é chato recorrer o tempo todo a estrangeirismos, mas juro que dessa vez é por uma boa causa.

Pois é, te avisam de muitas coisas conforme você vai crescendo: precisa entender noções de hierarquia, você precisa trabalhar pra ter uma vida decente, trabalho bom vem de estudo etc. 
Mas ninguém te fala que ter todas essas noções vão te perseguir afim de que você seja "Um Adulto". 
Afinal, o que é uma pessoa adulta, além de ter mais anos de vida? 

Na minha lista constam essas respostas: 
  1. Independente
  2. Uma pessoa que tem estabilidade no emprego.
  3.  Alguém que arca com todas as suas contas
  4. Tem seu próprio lugar pra morar (dividido ou não, sem família)
  5. Formado, seja lá como for
  6. Capaz de suprir 100% de suas necessidades (o que pode ser um sinônimo pra independente, né não)
Não parece muito, são só seis itens, mas vê se alguém que você conhece na casa dos vinte anos tem esse checklist completo. Se alguém te veio a cabeça, essa pessoa tá de parabéns. O resto de nós está no foço das lágrimas mesmo.

Brincadeiraaa! (quase) 

Estamos bem, porque essa lista é uma construção falha e ilusória. Ninguém devia sequer ter isso em mente. No entanto, cá estamos. 

Diariamente tenho que me lembrar de que tudo bem eu não ter tudo resolvido. E descobri que isso não é um problema só meu. Meus amigos tão na mesma.
Meus amigos, que até outro dia acreditei estarem no pilar acima, ticando itens da lista. Foi aí que veio a realização de que ninguém vira adulto nunca, você continua perdido, a diferença são algumas mudanças de status ao longo do caminho.

Ok, parece que tudo dito até agora só fez a construção de estabilidade ruir ainda mais, mas acredite, tá tudo bem mesmo.

Porque é isso que é a Quarter Life Crisis. O processo de desrealização e quebra da expectativa gerada ao longo de pelo menos duas décadas.

E depois disso você tira essa mochila cheia de pedras das costas e joga ela fora.
Melhor, você atira ela da janela do oitavo andar, depois tira as pedras e doa a mochila pra quem precisa, cumprindo a metáfora e sendo decente.

Não posso dizer sobre como o mundo fica maravilhoso depois de se livrar das pedras, porque ainda não cheguei lá. 
Por enquanto o que tenho é a experiência de quem tá vivenciando tudo isso e sobrevivendo, mais pra mais do que pra menos. 

Se a experiência vale alguma coisa, que o compartilhamento chegue a alguém que ressoe com ela e se sinta acolhido.
Caminhamos juntos para a desrealização de todas as coisas que pesam.

09/10/2018

Estou de volta, bebê


Olá!

Diretamente do túnel do tempo através de um canal um tanto quanto duvidoso de comunicação cibernética, cá estou de volta a blogosfera!

Me sinto uma múmia, sinceramente. Mas né, vale sempre tentar uma retomada do bem.

Fui pro Canadá, voltei do Canadá (igual a Luisa, cês viram só) e agora tô duríssimo e a procura de emprego. Yay. Melhor maneira de comemorar a volta, tô só a confusão na vida, mas a gente segue em frente né meninxs?

Foram tempos sombrios na terra da folhinha, mas agora meu país também está em chamas, então acho que vou tirar uma folga dessas coisas todas e tentar fazer do blog uma terapia ocupacional.

Sabe, sei que muita gente tem viagens incríveis e voltam realizados e querendo mais quando saem de seus respectivos países etc etc, mas vejam, pra mim foi uma bela merda.

98% de todos que conheci foram pessoas tóxicas e me envolvi em mais relacionamentos abusivos do que meus dedos são capazes de contabilizar.

MÃAAAAS, como nem tudo é tristeza e deprê, também tenho ótimas coisas pra encher o mundo de raios quentinhos de amor e positividade ~~

Agora vai ser minha fase detox, sabe?

Não quero saber das porcarias do passado, o negócio é hoje e agora, amiguinhos.

Enfim, pequenas atualizações.

30/05/2017

Bom dia flor do dia, há quanto tempo eu não te via


Ois e olás, meus caros amiguinhos!

Só hoje reparei que meu último post foi láaa em janeiro, confesso ter ficado chocado.
Estou meio sem tempo nesses últimos meses, comecei a trabalhar, minha viagem ao Canadá se aproxima e mais um montão de coisas aconteceram aqui em casa e reviraram minha vida.

Vamos por partes:

Este é um post meramente informativo sobre minhas razões para o sumiço.

Pois bem, vamos aos meus queridos tópicos ~

Estou trabalhando em eventos, o que significa dizer que não é nada garantido e nunca sei bem o que vou fazer. Cada hora é uma coisa, já fui do cadastramento, atendimento ao expositor, ao visitante, balcão de ajuda (que nada mais era do que um atendimento ao visitante meio camuflado) e mais umas tantas outras coisas.
É bem divertido quando estou com gente legal na equipe, ou quando vão muitos estrangeiros e consigo gastar meu english e treinar meu castellano, mas também tem horas de tédio sem fim.
Bem aquela coisa: paga as contas e tem momentos legais então tá valendo.

Com meu querido trabalho já fiquei sem umas horas de vida, soma-se a isso meus cursos que hoje em dia são três. Teoricamente meu senso de responsabilidade super exemplar me faria ter menos tempo ainda pela necessidade de treino que implica estudar desenho, mãs é claro que a pessoa aqui é uma porcaria em ter auto-motivação então... É.
Amo de paixão o que estudo e adoro minhas aulas, mas não consigo me forçar a estudar muito, ao invés disso perco o pouco tempo que tenho muitas vezes sofrendo e me torturando por não estudar. É cíclico, paradoxal e idiota, eu sei.

Além dessas paradas todas tem o fato de 95% dos meus amigos não serem de um grupo em comum e minhas saídas com eles me tomarem muito tempo, seja pra organizar minha agenda social ou simplesmente sair mesmo. São (ainda bem) muitas pessoas pra encaixar e isso me estressa um pouco. Preciso de mais dias e horas na semana.

Aí tem as tarefinhas de casa, meu filho felino, a reforma maravilinda que fizemos em casa também e bagunçou tudo e logo em seguida a arrumação que segue sento feita.

Por fim tem todas as etapas de preparação pra minha viagem, que são coisas extremamente desgastantes de serem feitas pra mim, por mais que envolvam muitas vezes uma """""simples""""" troca de emails. Não tenho cabeça pra isso gente, acho que meu estilo é mais "se jogue e seja feliz", não é o mais adequado, admito, mas é bem prático e desejável.
Estou com um monte de providências pra tomar e documentos pra pegar, um verdadeiro caos como podem imaginar. Não vejo a hora de chegar naquele bendito país e só usar meu cérebro pra ralar no curso. Sério.

Estas são as atualizações gerais da minha vida e os porquês de eu andar tão ausente. Sequer consigo ler os posts dos blogs que gosto, cara! Mas vai melhorar. Um dia. Quem sabe depois do curso.

Até breve, chuchus!

16/09/2016

Síndrome de blog pessoal


Mais desabafos, YAY. É por uma boa causa, juro. Este é mais um nem tão pequeno post com minhas reflexões acerca da vida, dos blogs, da internet e umas coisinhas mais que considero úteis. Se não fosse nada relevante não me daria o trabalho de escrever, não é mesmo? Então, encarecidamente espero que leiam e se atualizem (isto é, se alguém quiser fazê-lo) da minha e da situação de um pedaço do universo.

Então, me choquei bastante quando percebi que já faz dois meses desde meu último post com conteúdo e, poxa vida que triste. Sem brincadeira, perdi a conta de quantas vezes nesse meio tempo abri os rascunhos de posts e fui fazendo partes deles, mas não cheguei a finalizar. E assim foi ficando, lerdando, demorando e agora cá estamos em pleno mês de Setembro, o ano acabando e o AEG com teia de aranha tudo de novo.
MAS NÃO VOU ME DEIXAR ABATER por algo que eu mesma provoquei, mas enfim.
Estou com mais gás agora depois de todo esse tempo e tem assuntos latentes que preciso urgentemente comentar publicamente.

Um ponto novo que talvez eu comece a abordar aqui no blog é, outra vez, algumas coisinhas pessoais, mas sem essa cara de post de choramingação. Só uns trequinhos descontraídos, acho que temperar pautas culturais com toques de possíveis babaquices é uma boa pedida. Veremos.

Eu tinha mais um montão de coisas pra dizer, mas acabou que tudo me fugiu e tem um assunto martelando minha cabeça e que precisa urgentemente de um post específico pra tratar dele.

Então vou indo, mas já aviso  que volto mega em breve.
Tomara que seja algo bom. Tô bem feliz, gente. Coisa rara, digna de se aplaudir de pé.

Ai que saudades dos meus chuchus ♥.

03/07/2016

Um breve desabafo público

Não existem palavras suficientes no mundo pra descrever o quanto esse mangá preenche meu coração com coisas boas. 

Entãaao, faz tanto tempo que não rola esse tipo de post de pura choração de pitanga, né? 
Ainda tô me sentindo meio awkward enquanto escrevo, mas acho que é importante pelo menos por enquanto falar um pouquinho mais abertamente e fora de "assuntos específicos" com vocês.
Bem, ois ~ 

O AEG tem sobrevivido nos últimos meses numa base quinzenal de posts com conteúdos variando até que bastante, certo? Isso tudo é bem legal e tal, mas... Não significa que eu esteja voltando a quantidade de tempo ideal pra cuidar daqui. 
O que acontece na minha vida é meio que uma maratona de redação de posts, que consiste em muitas madrugadas a base de doces (porque né, pra que vida saudável se você pode ter péssimos hábitos) e várias coisas programadas feitas durante uma semana. 
Daí ficam esses posts surgindo no blog até que vai chegando perto do último e recomeça meu ciclo de escrever loucamente. Não é um quadro muito positivo, certo? Pois é, mas é o que temos no momento.
O ponto é: não sei se ao final de julho, que é até quando tenho coisinhas programadas vou conseguir escrever a tempo.

Eu tenho trilhões de rascunhos com assuntos mó legais só que... Sabe a inspiração? Não tá tendo, pois é. Juro que quero bastantão mostrar a vocês um montão de coisas diferentes e que fazem parte do meu kokorozinho purpurinado, porém a  vida anda tão atarefada que meus doces não tão surtindo efeito e eu tô é morrendo de sono e produzindo pouquíssimo.

Por isso já estou avisando que talvez eu fique um tempinho ausente, MAAS é por ótimos motivos, dentre eles:

  1. Estou super na pilha de fazer um layout novo bem diferente do que estou acostumada o que significa horas e horas tentando fazer o bendito funcionar e todo aquele processo de escolha de cores, imagens, códigos de efeitinho etc etc. 
  2. Dando um tempinho pras ideias voltarem a fervilhar na minha cabeça fará com que o mundo não receba simples posts medíocres e sim algo decente o que, convenhamos, é muito bom.
  3. Terei mais horas de sono, o que implica em mais disposição pra viver a vida, logo, ter mais experiências, ou seja: mais assuntos pra MAIS POSTS ~ olha como tudo parece simples quando a gente coloca em listas hahah
Bom, é isso. Pelo menos até o final de julho não vou aparecer muito por aqui, nem mesmo por trás das cortinas, porque vou tirar minhas mini-férias haha.
Vou tentar responder os comentários direitinho, o que faço com todo carinho do mundo porque, sério, me sinto muito querida graças a eles (obrigada, coisuxquinhos ) <3.

Agora, deixo vocês com esse tubarão SUPER FOFO e motivador porque tubarões > pessoas, claramente.


Um beijo e um cheiro procês, chuchus ~

03/03/2016

5 anos de AEG e um papo sobre livros motivacionais


Minha nossa, quem diria que essa espelunca carinhosa duraria tanto tempo?
De todo o coração o que mais me alegra no blog é ver a evolução que ele passou e que, consequentemente, estava diretamente ligada com minhas próprias fases e amadurecimento.
Comecei com uns temas nada a ver, modo de escrita super weeaboo (pra quem não sabe é aquele jeito super otaku iniciante cheio de estrangeirismos e excessivamente meloso e nhénhénhé) e uma visão de mundo bem pequenininha.
Agora, tem um trilhão de assuntos que eu adoraria compartilhar, ainda que não tenha tempo pra fazer muitos posts (ficam vários programados, mas nunca o suficiente </3) e não tem mais aquela sujeitação ao que faz sucesso. 
Antes eu costumava postar goodies em geral, o que eu adorava por ser uma acumuladora de imagens e fazer isso muito bem. Não é preciso muito pra postar renders, gifs e wallpapers e era algo que atraia uma galera, não sei como...
Finalmente, hoje abordo temas variados e que, de fato, tem algo a acrescentar pra vida dos outros, mesmo não tendo nem de longe o mesmo número de visualizações me preenche de uma forma que só falta soltar fogos ao escrever sobre coisas legais de verdade.
E falando dessas tais coisas, queria falar de livrinhos motivacionais. Aqueles de completar, sabe?
Eu costumava ser meio cética quanto a essas coisas, porque "pra que vou gastar dinheiro num troço que me sugere coisas?". Mas na real... Eles são uma graça! (Ainda que eu não seja muito fã de gastar muito com eles hahah)



O primeiro livro desses que tive em mãos foi O Livro do Bem, criado por meninas super fofas da página Indiretas do Bem, um dos espaços mais meigos e positivos do Facebook, a meu ver.

Ganhei esse livro num repasse de uma amiga sem paciência e naquela época eu tava mega mal e desmotivada com absolutamente tudo na vida. 
Sem perspectiva e com uma pilha de livros pra ler, mergulhei na leitura e eis que esse pedacinho de sugestões me ajudou a desabafar e esvaziar um pouco a cabeça em vários momentos. c:
Obviamente algumas coisas são meio sem-graça, mas isso também é relativo já que cada  um vai se identificar com partes específicas do livro.

Seguem uns quotes fofinhos e inspiradores:



Claro que, se você estiver numa fase meio baixo astral as frases que mexem mais na sua ferida vão ser meio chatinhas de ler a cada folheada, mas também tem uma infinidade de outras oportunidades pra você se soltar e desabafar quietinha com livros motivacionais.
Seja falando sobre medos, reconhecendo qualidades, estabelecendo metas ainda que impossíveis e até mesmo fazendo uma lista das comidas mais gostosas do universo, dá pra passar um tempo tranquilamente e quando for ver, pequenas partes de você estarão curadas ou a ponto de cicatrizar.

Então, tudo que digo é: dê uma chance a esses estranhos "livros incompletos".
Pegue um pra conhecer na livraria, dê uma olhada nas propostas e, se te interessar, compre sem receio de parecer modinha, porque é algo que vai valer a pena.